domingo, 15 de maio de 2016

CORDEL DA IGREJA DO PILAR.


Assis Coimbra. ( Engatinhante na arte da vida e do cordel )

Divina mãe de Jesus
Oriente este poeta,
Pra narrar versos rimados
E com oração correta,
Como faz o trovador
Quando canta em qualquer festa.
*
Pois o cordel bem rimado
Nos agrada a qualquer hora,
Igual o que eu sempre narro
Todo dia e a qualquer hora,
Com alegria e devoção
Que fiz pra Nossa Senhora.
*
A narrativa singela
É bem "facin" de lembrar,
Tem "inté" nome de santa
Qualquer um pode narrar.
Pois ele conta a história
Da senhora do Pilar.
*
A história da santinha
É de tamanha façanha,
Pois foi achada em Saragoça
Lá pras bandas da Espanha,
Mas quando eu afirmo isto
Tem muita gente que estranha
*
Eu vou contar pra vocês
De onde veio a santinha,
Mas peço que me escutem
Não igual minha vizinha!
Pois quando eu contei pra ela
Disse ser mentira minha!
*
Nas margens do rio Ebro
Onde um cristão foi rezar,
No mesmo instante ele viu
Algo num pano boiar,
Foi olhar era uma santa 
Bem pertinho de um pilar(...)

Direitos autorais protegidos, pela lei 9.610 de 19/02/1998

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Imagem: Igreja do Pilar de Ribeirão Pires.

TRANSPOSIÇÃO URGENTE!


Cordel em linguagem matuta. 

Mote e glosa: Assis Coimbra. ( Engatinhante na arte da vida e do cordel )

Eitha povo sofredô
Qui vivi cas mãos inchada,
Pelos cabo das inxada
Seu arado semeadô.
E mermo sentido Dô
Ele suporta eaguenta.
Mais desdi o tri de setenta
Qui o Brasil comemorô,
O sertão sempri xorô,
SÊCA BRABA E VIOLENTA!
*
Sô cabôco do sertão
Do nordesti brasilêro
Já sufri nuitho janêro
Por fartá àgua nu Chão.
Tumei "água" di cacimbão
Muitho grossa i lamacenta. 
Mais quando u Brasil foi penta
A nação toda vibrô.
Mas sempre u sertão xorô
SÊCA BRABA E VIOLENTA!
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Imagem: Imagem extraída no Google.

DIGO-TE LINDA MULHER!


Assis Coimbra. ( Engatinhante na arte da vida e do cordel )

Digo-te, linda mulher
És rosa que eu cheiro tanto!
O meu canteiro de flores,
Ternura que eu acalanto.
Vivo sentindo o teu cheiro,
Manacá do meu terreiro,
MEU BELO LÍRIO DO CAMPO!
*
És também meu Colibri
E o meu belo Rouxinol,
As réstias do meu casebre
Nas manhãs frias de sol.
É o meu lindo amanhecer,
Trazendo pra eu conhecer,
AS BELEZAS DO ARREBOL.

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sábado, 14 de maio de 2016

Ó ÁRVORE PEQUENININHA!

























Todo dia é dia de meio ambiente!

Assis Coimbra. (Engatinhante na arte da vida e do cordel)

Ó árvore pequenininha
Um dia tu serás forte.
E grande serás também,
Se tiver Divina sorte.
Pra escapar da motosserra
E de tudo que "soterra"
Os nossos ecossistemas!
Aonde renascem flores,
E o néctar dos beija-flores,
E O CANTAR DAS SIRIEMAS!

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ALEGRANDO A NATUREZA!


Assis Coimbra. ( Engatinhante na arte da vida e do cordel )

O cheiro de "chão" molhado
Assim a chuva deixou,
E toda relva "florou"
Ficando o campo "enfeitado".
E o canário no prado
Entoando uma"cantata",
Ao ver jorrando em cascata
Muita água em correnteza,
Alegrando a natureza
E A VERDE "FACE" DA MATA.

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PRENDA DIVINA!


Mãe cuidando do filho doente.

Assis Coimbra.(Engatinhante na arte da vida e do cordel)

Meu presente está doente
Mas sempre morou mais eu.
Pois não foi comprado em loja,
Foi o bom Deus quem me deu!
Já tenho mais de cem anos,
Mais ele vive em meus planos
Pois nunca serei sovina!
Assim, eu darei amor
Enquanto preciso for...
PRA MINHA PRENDA DIVINA!

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O SERTÃO QUE EU FUI CRIADO! Não consigo esquecer.


Assis Coimbra. (Engatinhante na arte da vida e do Cordel)

Me diga como é que dar
Para esquecer do sertão,
Do lindo canto do galo
E das festas de São João?
Da espiga de milho verde
Que eu comia em minha rede
Mas depois de bem assado!
Então me ensine pra eu saber
Mas não que eu queira esquecer
DO SERTÃO QUE EU FUI CRIADO!?
*
E dos pés de melancia
Com suas vingas nascendo,
E a plantação de feijão
Quando estava florescendo?
E do canto do ferreiro
Que se ouvia no terreiro
Lindo canto alvoroçado?
Então nem quero esquecer
Como faço pra esquecer
DO SERTÃO QUE EU FUI CRIADO!!

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quinta-feira, 24 de março de 2016

Ensaio do grupo Narradores de cordel.





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Imagem: Cenário do Narradores de cordel.

Mostrando para vocês, o outro lado do cenário, dos Narradores de cordel.

Cenário duas faces (lados) dos Narradores de cordel. Quando Usamos o cordel para falarmos do cotidiano rural ou urbano, usamos a outra face (lado). R quando referimos especificamente ao meio ambiente, usamos este, ou esta face(lado)!

ACHO QUE O CORDEL ABAIXO, É A "CARA" DO CENÁRIO!

O homem é quem constrói
Machado para cortar
Motosserra pra serrar
A madeira que destrói.
E é chamado de herói
Pelo serviço prestado.
E por não ser preservado,
O globo fica doente
Água limpa na vertente,
É PLANETA PRESERVADO!
*
Tem lixo dentro dos pântanos
Em todos cantos da rua,
Não duvido até na lua
O lixo já causa danos!
Pois até nos oceanos
O lixo é também jogado.
E ali fica confinado
Deixando a fauna doente,
Água limpa na vertente
É PLANETA PRESERVADO!

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Imagem: Cenário do Narradores de cordel.

domingo, 3 de janeiro de 2016

LANÇAMENTO EM BREVE. "A FANTÁSTICA HISTORIA DO MACACO NÃO GOSTAVA DE BANANA".




Com revisão literária do professor Nelson Nelson Camargo.
Aqui,uma pequena narrativa do mesmo.

Assis Coimbra.( Engatinhante na arte da vida e do cordel)

Brincando de pula-cela,
Se divertindo eles vão,
E também de amarelinha
Que é riscada no chão,
Mas Belinha pra pular,
Pega na mão do irmão.
*
As brincadeiras são tantas,
Dessa turminha sapeca,
Renan empina uma pipa,
As duas nanam boneca,
E para imitar os pais,
Fingem que tiram soneca.
*
Brincam de trava-língua,
De parlenda e cabra-cega,
E também vadeiam de
Bate-cara e pega-pega,
Enfim, aquele que perde,
No ombro o outro carrega.
*
Em seguida batem corda
E Renan fica pulando,
Depois é a vez do outro,
Assim vão se revezando.
E logo em cabo de guerra,
Ela vai se transformando.
*
Renan pega uma bola
E vai com ela brincar,
As meninas logo tomam
A mesma para chutar,
Então Renan diz assim:
– Eu vou as duas driblar!
*
Driblando, fala pras elas:
– Prestem atenção: É assim,
Eu com a bola nos pés,
Ninguém a tira de mim,
Seja jogando no campo,
No quintal ou no jardim.
*
As meninas vão cansando,
De tanto serem dribladas,
E Renan isso notando,
Aplica belas jogadas,
Ligeiro driblando as duas,
Que elas logo caem sentadas.
*
Depois do tombo levado,
Isabela soltou um ai!
E com a cara de choro,
Direto pra casa sai,
– Vocês agora vão ver:
Eu vou contar pro papai.
*
Gabriela põe-se à frente,
Não lhe deixando passar,
E logo disse pra ela:
– Não vá o papai chamar.
Ele agora está dormindo,
E pode até não gostar!
*
Renan falou para as duas:
– Prestem atenção, por favor,
Que tal a gente brincar,
De paciente e doutor?!
Pode ser também ainda,
De aluno e professor!
*
Gabriela percebendo,
O que Renan sugeriu,
Para ele piscou um olho
E a brincadeira aderiu.
E o choro de Isabela,
Na mesma hora sumiu.
*
Isabela ficou alegre
E respondeu encantadora:
– Se for pra brincar de médico,
Eu quero ser a doutora.
Mas se for para dar aula,
Eu vou ser a professora!
*
Para evitar mais encrenca,
Os dois logo concordaram,
Isabela ficou feliz,
E seus irmãos se sentaram,
E com pose de alunos,
Atenciosos ficaram.
*
Isabela de um baú,
Sua tampa levantou.
Depressa dentro do mesmo,
Uns adereços tirou.
E em linda professorinha,
Belinha se transformou(...)

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Imagem: Foto da capa do livro que sofrerá pequenas alterações.


CONCEITO DE CULTURA.




A cultura é inerente ao ser humano, porque é através dela, que temos o objetivo de alcançarmos o ápice de nossa condição enquanto ser que raciocina, para assim lutarmos contra os obstáculos, que querem atravessar os limites da natureza! (vida)

É através da mesma, que a "existência", se transforma em ato social (coletivo).
Então, ninguém está, ou poderá ficar fora dos processos culturais, onde os experimentamos de algo. é que poderá dar maiúscula a própria existência humana!

Assis Coimbra!


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