domingo, 1 de maio de 2011

AGRADEÇO A SÃO GONÇALO.



IMAGEM EXTRAÍDA DO GOOGLE.


Agradeço a são Gonçalo
Pela família que tenho,
Pois só assim me mantenho
Sendo um correto vassalo.
Por isso é que eu lhe falo
Na prece que faço agora,
Que sua fé me vigora,
Com a vossa gratidão.
DANDO-ME IMAGINAÇÃO,
PRA UM VERSO FAZER NA HORA.

Pela água que mantém
O nosso ciclo de vida,
Fornecendo-nos comida
Mesmo com pouco vintém.
Quero agradecer também
Aquele que me aprimora,
Bom Jesus de Pirapora
Que sempre me deu a mão.
DANDO-ME IMAGINAÇÃO,
PRA UM VERSO HORA.

Obrigado meu senhor
Filho da virgem Maria,
Pela a proteção do dia
Com seu manto e seu calor.
No meu canto de louvor
Agradeço toda hora,
Pois tenho nossa senhora
Como minha inspiração.
DANDO-ME IMAGINAÇÃO,
PRA UM VERSO FAZER NA HORA.

Assis Coimbra: Todos direitos reservados.

O LADO BOM DO SERTÃO.



PREFEIRO DE RIBEIRÃO PIRES CLÓVIS VOLPI, WAGNER MINEIRO E EU.


Sou nordestino eu confesso
“Cabôco” do pé rachado
Eu posso ser gente pobre
Do rico ser empregado.
Mas tenho dignidade,
Não gosto de falsidade,
De “cabra” que dá recado.

O nordestino é valente
Honesto e respeitador,
Pois pra ele tanto faz
Ser gente pobre ou doutor.
Trata todos na igualdade,
Mas detesta falsidade,
De cabra bajulador.

E não gosto de desdém
De quem pensa que é letrado
Pois o homem sertanejo
Não aceita ser debochado.
Por gente que não conhece,
Que o arroz, só “fulorece”
Depois do mato “brocado.”

Quando chove no sertão
Dá até gosto a gente ver,
Tem inhame e jerimum
Milho verde pra colher.
Tem também feijão andu,
Que é feito com cuandu,
Pro sertanejo comer.

Tudo fica colorido
Quando cresce a plantação,
Arroz dá cacho bonito
Enrama e cresce o melão.
O sertanejo feliz,
Prevendo fartura diz:
“Não deixo essa terra não".

O milho dá com fartura,
A gente come, não enjoa.
Na canjica com canela,
Ou até mesmo feito broa.
Também se come ele assado,
Na pamonha ou cozinhado,
É comida muito boa!

É também um alimento
Que se dar pra CRIAÇÃO,
Come o pinto e a galinha
PAI-DE-CHIQUEIRO e leitão.
Pro jumento e pro cavalo,
Pro gado, porco e o galo,
Também serve de ração.

O milho é também usado
Pra óleo pão e mingau,
Com ele se faz salada
Pra comer com bacalhau.
Dá um suco bem gostoso,
E um excelente GOMOSO,
Bom CHÁ-DE-BURRO e curau.

Pé de milho balançando
Com espiga bem novinha,
Parece INTÉ coisa lúdica
Lembrando uma bonequinha.
De cabelo cor carmim,
Branco, azul, AMARELIM,
Brinquedo de menininha.

Grão cozido ou mesmo cru,
Serve-se com condimento.
Pois tem vitamina boa,
E o amido pro sustento.
Ah se no mundo houvesse!
E todo “cristão” tivesse,
O milho como alimento.!

Temos boa agricultura
De melancia e feijão,
Macaxeira, arroz e fava
Muitos tipos de melão.
Tem maxixe e tem quiabo,
Jerimum e pé de nabo,
E plantios de algodão.

Tem capim de cheiro bom
Pra fazer chá com canela,
Tem a mulher benzedeira
Que levanta a espinhela.
E também tem a parteira,
Que é obstetra, enfermeira,
E quem faz o parto é ela.

Nós temos boa farinha
Que se come com feijão,
E também com carne seca
Que é socada no pilão.
Ela é danada de boa,
A gente come, não enjoa,
Com torresmo e com pirão.

Tem caldo de mocotó
Pra se comer com farinha,
Tem cuscuz feito de milho
Bem cedo, de manhãzinha.
Tem também arroz torrado,
Que se come com guisado,
Com “grolado” e passarinha.

Tem o fruto do Pequi
Que na cozinha é perfeito,
É colocado no arroz
Com feijão também é feito.
Mas coma devagarzinho,
Pois o bicho tem espinho,
Deguste com muito jeito.

Tem a sombra que refresca
Debaixo do juazeiro,
E também pé de pitomba
Bem no centro do terreiro.
Tem imenso pé de manga,
E também pé de pitanga,
E um frondoso limoeiro.

Tem fruta que satisfaz
O mais puro paladar,
Tem “ata,” tem sapucaia
E manga para chupar.
Tem o fruto sapoti,
E o gostoso buriti,
Que o suco é bom pra danar.

Tem a boneca de pano
Para menina brincar,
Também “pife” de taboca
Que serve para tocar.
Em frevos e carnavais,
Lindas notas musicais,
Para quem quiser dançar.

Tem a fruta marmelada
E também cupuaçu,
Tem até farinha seca
Pra se comer com nambu.
Tem jaca e jabuticaba,
Tapioca que não acaba,
Para se fazer beiju.

Tem sabiá saracura
Tem sibite e gavião,
Tem cheiro de chão molhado
Quando chove no sertão.
Tem cachorro bom de gado,
Que sai correndo no prado,
Jogando o touro no chão.

Terra dos babaçuais
Buritis e ingaranas,
Mororó cedro e juá
catingueira e imburanas
Tem cactos, mandacarus,
A beleza dos imbus,
cajá pinha e cajaranas.

Tem a fruta marmelada
E também cupuaçu,
Tem até farinha seca
Pra se comer com nambu.
Tem jaca e jabuticaba,
Tapioca que não acaba,
Para se fazer beiju.

Tem o pitu: A cachaça
E outro para se comer,
Bosta redonda de cabra
Que dar até pra vender.
Dizendo que é um remédio,
Pra curar inveja e tédio,
E pra corno não sofrer.

Tem bodoque e mosquetão
Que usamos para caçar,
Rolinha fogo Pagô
Mocó coelho e preá.
Tem tição fogo e braseiro,
trempe fogão fogareiro,
Pra gente poder assar.

Tem peixe Curimatá
Nos rios do meu sertão,
Tem mandi, cará, traíra
Se duvidar tubarão.
Fiz petisco e “belisquei,”
De todos que já pesquei,
Com isca de camarão.

Cordelista cantador
E também tem repentista,
Poeta improvisador
Nordestino bom artista.
Tem o Martim pescador,
Papagaio falador,
Que a tevê entrevista.

Tem o toque da sanfona
E também o sanfoneiro,
O triangulo e o zabumba
E o tocador zabumbeiro.
Tem a festa na latada,
Pro homem, pra mulherada,
No brilho do candeeiro.

No sertão tem cantoria
Que diverte muita gente,
Tem cantador com viola
Afiado no repente,
Que na hora faz um verso,
Citando nosso universo,
Deixando o povão contente.

Têm brincantes, brincadeira
Festa de reis, do divino,
Tem frevo e maracatu
Com rabeca e violino.
Tem “parará” no terreiro,
Que diverte o ano inteiro,
Homem, mulher e menino.

Tem grilo, que é o João
Seu companheiro é Chicó,
Tem também o Malazarte
Juntando os três, dá um só.
Mas esse um, vale seis,
Se duvidar, dezesseis,
Na hora de dar um nó.

No sertão tem aroeira
Que furacão não destrói,
Tem pau d’arco, tem pau-ferro
Que nem mesmo cupim rói.
Tem também o pé de fumo,
Que dele tiramos sumo,
Para se curar “dordoi”.

Tem a boneca de pano
Para menina brincar,
Também “pife” de taboca
Que serve para tocar.
Em frevos e carnavais,
Lindas notas musicais,
Para quem quiser dançar.

Tem tinta para cabelo
Do caroço de urucum,
Usada como tempero
Pra preparar jerimum.
Tem também sarapaté
Bom assado de guiné
E pitu com guaiamum.

Tem beleza natural
Do nordeste até o norte,
Tem muita mulher bonita
Magra, alta de todo porte.
Tem loira, negra e morena,
Donzela cor de açucena,
Mas lhe aviso: Se comporte!

São Luiz é capital
Do estado do Maranhão,
Onde tem festa de boi
Para louvar São João.
Tem matracas e brincantes,
Com fitas esvoaçantes.
No ritmo do pandeirão.

Tem dança de todo jeito
No nosso imenso sertão
O passo do mulundu
Xaxado, xote e baião.
Tem a dança dos Caretas
No batuque das retretas
Nas terras do maranhão.

Tem “cabôco” bom de prosa
E também compositor,
O letrado Jorge amado
Que Foi um grande escritor.
Tem o Gil e o Caetano,
Tem Tom Zé, o bom baiano,
Que também é bom cantor.

Tem gente de muita fé
Em todo nosso sertão,
Que reza pra são Francisco
Pra “santo” Frei Damião.
Tem devoto de Maria,
Que roga na sacristia,
Pra “padim Cíço” Romão.

Tem também as cantadeiras
Todas de uma mesma crença
Cantando encomendam almas
Rezando uma “incelença.”
Pedindo pra Jesus Cristo,
Que não deixe o Anticristo,
Aplicar sua sentença.

Assis Coimbra. todos direitos reservados

domingo, 24 de abril de 2011

QUE ARTE QUE TEM VALOR MERECE SER RESPEITADA.

IMAGEM EXTRAÍDA DO GOOGLE


Para se escrever cordel

Tem que se metrificar,

Para bonito ficar

Com bela rima e fiel,

Pra depois o menestrel

Sair cantando na estrada.

Da noitinha à madrugada

Ele canta com fervor,

QUE A ARTE QUE TEM VALOR

MERECE SER RESPEITADA.


O cordel fala de tudo

Que se possa imaginar,

Até estórias pra ninar

Lobisomem cabeludo.

E também não fica mudo

Para contar a jornada,

Do vaqueiro na estrada,

Aboiando com amor,

QUE A ARTE QUE TEM VALOR

MERECE SER RESPEITADA.


Até os feitos de Teseu

São narrados em folhetos,

Também crença em amuletos

E contos de fariseu.

A vida de Mardoqueu

Na rima é também contada.

Pra depois ser declamada

Na voz de um bom narrador.

QUE A ARTE QUE TEM VALOR

MERECE SER RESPEITADA.


Narra sagas, aventuras,

E gestas medievais

De cavalheiros brutais

Vestidos de armaduras,

Cita muitas criaturas

Até princesa encantada,

Que na rima é decantada,

Nos versos do trovador:

QUE A ARTE QUE TEM VALOR

MERECE SER RESPEITADA.


Assis Coimbra. Todos direitos reservados.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

PEÇO SEMPRE PRA JESUS



VERA, ISABELA, GABRIELA E EU


Na hora que vou dormir
Antes peço pra Jesus,
Que envolva minha família
Com lindos raios de luz.
Peço pra virgem Maria,
Que nos dê paz todo dia,
Em nome da santa cruz.

Eu oro e peço pra nós
Em nome do pai, quê é Deus
Que nos livre da inveja
Oh santo Rei dos Judeus.
Perdoe os nossos pecados
E não nos deixe de lado
Ampare esses filhos seus.

Em prece peço também
Que nos livre da traição
Assim como fez Judas
Faltando-lhe devoção,
Que com o gesto do beijo,
Entregou lhe ao cortejo,
Para a crucificação.

Assis Coimbra. Todos direitos reservados

quarta-feira, 20 de abril de 2011

TEMPO DE SECA NO SERTÃO.

IMAGEM EXTRAÍDA DO GOOGLE


Tudo se torna um tomento
Se não chove no sertão,
Secam açudes, riachos
Fazendo rachar o chão.
A lavoura não floresce,
E o nordestino padece,
Por falta de água e pão.

A fome se manifesta
Por falta de chão molhado
Não tem milho pra galinha,
Nem pasto verde pro gado.
Os sertanejos padecem
E às vezes até falecem,
De tanto ser flagelado.

Parece que é mesmo intriga
Da chuva com meu sertão,
Chove no sul e sudeste
Aqui só ronca o trovão.
A chuva vai pro oeste,
Não caindo no nordeste,
Nem água de cerração.

A vida toda se altera
Por falta de irrigação,
A semente que é plantada
Torra de baixo do chão.
Todo ser vivo padece
De tanto que o sol aquece,
Secando até cacimbão.

Qual o inferno de Dante
É lamento pra todo canto,
Crianças choram com fome
Mas só ganham acalanto.
Amigo a fome é tão triste
Que o mais forte não resiste,
Sem deixar cair um pranto.

Assis Coimbra: Todos direito reservados.