quinta-feira, 2 de maio de 2013

Água limpa na vertente.


MOTE E GLOSA:Assis Coimbra.(Engatinhante na arte da vida e do cordel)

Aprendi desde menino
Admirar a beleza,
E o reino da natureza,
Que por todos tem carinho.
Igual uma ave no ninho,
Deixando o ovo “xocado”.
Em meio ao mato “florado”
Com o Beija-Flor contente!
Água limpa na vertente,
É PLANETA PRESERVADO.
*
Quem agride a natureza
Altera o ciclo da vida,
Deixando-lhe enfraquecida
Tirando sua beleza.
Em troca só vem tristeza
Retribuindo o tirado.
Com furacão e tornado,
Matando muito inocente!
Água limpa na vertente,
É PLANETA PRESERVADO.
*
O homem é quem constrói
Machado para cortar,
Motor serra pra serrar
A madeira que destrói.
E é chamado de herói,
Pelo o serviço prestado.
E por não ser preservado
O “globo” fica doente!
Água limpa na vertente,
É PLANETA PRESERVADO.
*
Para atender aos pedidos
Regidos por capital,
Desmatam o que é vital
Pra depois serem cedidos.
E ás vezes subtraídos
As custa de um bom trocado.
Transgênico ali é plantado
Poluindo o ambiente!
Água limpa na vertente,
É PLANETA PRESERVADO.
*
No lugar onde eu nasci
E brinquei quando criança,
Hoje só resta a lembrança
Da choupana onde vivi.
O nhambu e o Bem-Te-Vi
Quase é fauna do passado.
Fugiram do “chão queimado”,
Deixando a flora impotente!
Água limpa na vertente,
É PLANETA PRESERVADO.

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Saudades.


Assis Coimbra.( Engatinhanye na arte da vida e do cordel )

Do luar tenho saudades
Com seu clarão no terreiro,
Dos Vaga-lumes nas moitas
Brilhando que nem braseiro.
Do milho que a gente assava,
Quando a espiga encostava,
Nas brasas do fogareiro.


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A musa dos amantes.




Assis Coimbra.(Engatinhante na arte da vida e do cordel)

Belo brilho radiante
Tem o clarão do luar,
Divino manto de luz
Que a noite vem clarear,
Com seus raios cintilantes
A alcova dos amantes,
Quando vão se cortejar.
*
O luar faz radiante
Os poetas trovadores,
Que cantam suas serestas
Pra Ana, Rita e Dolores.
Até mesmo o grande Orfeu,
Nos seus versos ofereceu
A lua pra seus amores.

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Revolução industrial.


UM TRECHO DA OBRA:
“A MARCHA DA HUMANIDADE E A DEGRADAÇÃO DA NATUREZA”.
AUTOR:Assis Coimbra. ( Engatinhante na arte da vida e do cordel )

A industria fez a camisa
E também o cinturão;
Um saiote bem “curtim”
E um outro mais cumpridão,
E inventaram lingerie
Pra despertar a paixão.
*
Fez a cueca de seda
A tamanho ceroulão,
Uma bermuda bonita,
Pro jogador o calção.
Também o preservativo,
Que se usam de montão.
*
Fizeram também escova
Pra se limpar cada dente,
Pro homem ficar “ligado”
Fabricaram a aguardente,
E, para a menstruação,
“Criaram” o absorvente.
*
Para se gerar a luz,
Usinas foram criadas,
Nuclear e a hidrelétrica,
Todas foram inventadas.
E até das termoelétricas
Energias são tiradas.
*
Com o avanço tecnológico
A indústria modernizou-se,
Inventado embalagens
Protegendo o que criou-se,
E em fonte de consumo
O planeta transformou-se.
*
Vou parar de destacar
Tudo que ela inventou.
Posso passar muitas horas
E citar tudo não vou.
Agora estamos colhendo,
Todo grão que se plantou.
*
Nos “temos” efeito estufa
Que provoca o tal El Niño,
E com eles, furacões
Trazendo redemoinho;
Logo assim vão destruindo
O que tem pelo caminho.
*
Tem a tal inversão térmica
Com poluentes no ar,
Com grande efeito tampão
Que é muito peculiar,
Retendo gás venenoso
Difícil de respirar!
*
Tem a camada de ozônio
Que dá medo de falar,
Com gás ultravioleta
Já podendo penetrar.
É prancha de pirulito:
Buraco em todo lugar(…)
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Diga-me o que fazer.


Imagem extraída do Google.
MOTEE GLOSA: Assis Coimbra. ( Engatinhante na arte da vida e do cordel )

Ora, diga pra mim o quê que eu faço.
Pra que torne real os sonhos meus?
Pois só vivo a sonhar com beijos seus
E que estou galopando em teu “regaço”.
Só que quando acordo logo disfarço,
Sufocando em meu peito a emoção.
Pois o “ato” acelera meu coração
Com “mistérios gozosos” do prazer.
Pois somente contigo eu quero ter,
OUTRO “SER” PRA FUTURA GERAÇÃO.

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Quis te esquecer.




Imagem extraída do Google
MOTE: Teresa Cristina
GLOSA: Assis Coimbra. ( Engatinhante na arte da vida e do cordel )

Quis te esquecer fui pra lua
Pois tinha que ficar só,
Mas logo vi num "trenó"
A linda imagem sua!
Então voltei numa grua
Depois embarquei  num trem.
Incrível, lhe vi também
Com toda afabilidade.
Me diga por caridade!
QUANTAS VIDAS VOCÊ TEM?

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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mostra grátis do muito que tem de bom no sertão.

Assis Coimbra. ( Engatinhante na arte da vida e do cordel )

Temos boa agricultura
De melancia e feijão,
Macaxeira, arroz e fava
Muitos tipos de melão.
Tem maxixe e tem quiabo,
Jerimum e pé de nabo,
E plantios de algodão.
*
Nós temos boa farinha
Que se come com feijão,
E também com carne seca
Que é socada no pilão.
Ela é danada de boa,
A gente come, não enjoa,
Com torresmo e com pirão.
*
Tem caldo de mocotó
Pra se comer com farinha,
Tem cuscuz feito de milho
Bem cedo, de manhãzinha.
Tem também arroz torrado,
Que se come com guisado,
Com grolado e passarinha.
*
Tem o fruto do Pequi
Que na cozinha é perfeito,
É colocado no arroz
Com feijão também é feito.
Mas coma devagarzinho,
Pois o bicho tem espinho,
Deguste com muito jeito.
*
Tem a sombra que refresca
Debaixo do juazeiro,
E também pé de pitomba
Bem no centro do terreiro.
Tem imenso pé de manga,
E também pé de pitanga,
E um frondoso limoeiro.
*
Tem fruta que satisfaz
O mais puro paladar,
Tem “ata,” tem sapucaia
E manga para chupar.
Tem o fruto sapoti,
E o gostoso buriti,
Que o suco é bom pra danar.

Quando chove tem fartura
Que dá gosto a gente ver,
Tem inhame e jerimum
Milho verde pra colher.
Tem também feijão andu,
Que é feito com Cuandu,
Pro sertanejo comer.
*
Tem capim de cheiro bom
Pra fazer chá com canela,
Tem a mulher benzedeira
Que levanta a espinhela.
E também tem a parteira,
Que é obstetra, enfermeira,
E quem faz o parto é ela(...)

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sexta-feira, 29 de março de 2013

O teatro "real" da fantasia.


MOTE E GLOSA: Assis Coimbra. ( Engatinhante na arte da vida e do cordel )

Dei uma volta em todo firmamento
Passei dentro de uma constelação,
Vi São Jorge, seu cavalo e o dragão,
Numa luta em combate violento.
Eu vi a lua chorar nesse momento
Ao olhar tal refrega em sua "arena".
Vi o Sol gargalhando igual Hiena,
Com as chamas ardendo de alegria!
Vi o teatro "real" da fantasia,
E O ATOR ESCREVENDO A PRÓPIA CENA!



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Àgua pra o sertão.

Xilogravura: Murilo Silva.
MOTE E GLOSA: Assis Coimbra. ( Engatinhante na arte da vida e do cordel )

Eu "levei" o pensamento no passado
Através das "pegadas" que eu deixei,
Revivi todas trilhas onde andei
Até mesmo às veredas do roçado.
Recordei do chinelo "enrabichado"
Que eu calçava em dia de procissão.
De mamãe que estendia sua mão,
Acenando à lapinha que passava.
E pedia a Jesus quando rezava,
QUE MANDASSE ÀGUA PRA NOSSO SERTÃO!


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sábado, 16 de março de 2013

Pegada ecológica.


Imagem extraida do Google.
Assis Coimbra. ( Engatinhante na arte da vida e do cordel )

Se agente não preservar
O ciclo que gera a vida,
Os seres desse planeta
Em breve terão “PARTIDA”.
Culpado ou mesmo inocente,
Vão sofrer amargamente,
Bem antes da “DESPEDIDA”.
*
Pois nosso planeta terra
O único com continente,
Composto por oceanos
Fauna, flora e muita gente.
Precisa, é inevitável
Um progresso sustentável
Pra nosso meio ambiente.
*
Mas pra assim permanecer
Vamos ter que terminar,
Com todas ações antrópicas
Pra ao resto não devastar.
Se não grandes tempestades
Submergem às cidades
E os furacões vão aumentar(...)

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terça-feira, 5 de março de 2013

Amigo alado.


 Imagem extraída do Google.
Assis Coimbra. ( Engatinhante na arte da vida e do cordel )

Meu pequeno cuitelinho
Eu lhe peço, por favor,
Com teu lindo vôo rasante
De penas de toda cor.
Vai depressa Passarim,
Levando do meu jardim
A mais bela flor no bico.
Quando a ternura encontrar,
Depressa vá lhe entregar
Que aqui te esperando fico.
*
Com a linda flor no bico
O cuitelinho voou,
Sumindo no horizonte
Ainda não retornou.
Retorne amiguinho alado,
Esperando, estou sentado
Para enfeitar meu jardim.
E depois que descansar,
E o néctar da flor sugar
Fique pertinho de mim.

Direitos registrados e reservados.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Ética!? Onde está para essas pessoas?

 Imagem extraída do Google.
Autor: Assis Coimbra. (Engatinhante na arte da vida e do cordel).

Vamos praticar a ética
Honesta e horizontal,
Não desprezando ninguém,
Sendo de forma “global”.
Pois assim se faz justiça,
E não havendo injustiça!
Pra essa dou meu aval.
*
Se você, caro leitor,
Foi de algum modo citado,
Recicle seu proceder,
Trocando logo de lado.
E mude a filosofia,
Dessa “ética” doentia,
Que nos deixa confinado.

Todos direitos reservados.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

"A Fantástica Estória do Macaco Que não Gostava de Banana"

 
Imagem extraída do Google.
COMPARTILHEM POR FAVOR!!

Aqui mais uma parte do meu livro narrado em cordel: "A fantástica Estória do Macaco que não Gostava de Banana". Preciso da ajuda de todos para conseguir uma Editora que aposte no meu trabalho. Me ajudem nessa batalha até conseguirmos, pois quando isso acontecer, vai ser um dos dias mais feliz da minha vida! ( A obra fala de contos brasileiros, encantamento, folclore e meio ambiente através de muita brincadeira e aventura ). Com sincera humildade, me ajudem COMPARTILHANDO! Assis Coimbra. (Engatinhante na arte da vida e do cordel)

(.....)
Isabela com tal “sermão”
Nervosa abriu o “berreiro”
-Chega dessa brincadeira
Se não vai o dia inteiro!
Vamos contar historia
E a minha eu conto primeiro.
*
-Era uma vez uma rainha,
Horrenda e muito malvada!
Ela queria ser linda,
Mas isso, não dava em nada,
E descontava em branca,
A sua pobre enteada.
*
Ela, olhando em um espelho
E vendo o reflexo seu,
Perguntava para ele:
-Espelho, ô espelho meu!
Será que existe alguém
Mais bonita do que eu?
*
O espelho respondeu:- “sim”!
-Quem é? Ela perguntou:
“É a Branquinha de Neve”
O espelho, assim falou.
E ela de raiva bufando,
Logo o espelho quebrou.
*
Renan logo interrompeu
Falando para Isabela:
-Essa é muito bonitinha
Mas já ouvi melhor que ela.
Agora a que eu vou contar,
Da até frio na “espinhela”.
*
Era uma vez um castelo
No alto de uma colina,
Quem entrava lá ouvia
Alguém chamando: “Malvina”!
Em seguida aparecia,
Flutuando uma menina!
*
Quem estava no castelo
Queria sair correndo,
E a porta mais que depressa
Fechava logo rangendo.
Deixando a pessoa presa
De medo quase morrendo.
*
E a marmota bem pertinho
Logo dizia falando:
“Agora eu vou te pegar”,
“Pode ir se preparando”!
E ouvindo isso a pessoa
Se tremia se mijando.
*
As duas de tanto medo
Da historia que ouviam,
Encontravam-se abraçadas
As suas pernas tremiam.
E saindo de mansinho
Pra dentro de casa iam.
*
Renan notando gritou:
-Ei! Pra onde que vocês vão?
Parecem que estão com medo?
Tem um bicho no portão!
Voltem logo para cá.
Que é uma assombração!
*
Depressa elas voltaram
Com caras de assustadas,
E Renan não aguentando
Sorria em gargalhadas.
Que Belinha e Gabriela
Ficaram amofinadas.
*
Gabriela disse, olha:
-Você pensa que me engana!
Mas agora eu vou contar,
Uma estória bacana.
Pois fala de um macaco
Que não gosta de banana!
*
Isabela rindo disse:
-Você me desculpe mana.
Não venha com exagero.
Que eu também tu não engana.
Pois não existe um macaco
Que não goste de banana!(...)

Todos direito reservados e registrados.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Narradores de cordel é nosso nome popular.

AMIGOS(AS), É COM ESSE CORDEL EM QUADRA (MUSICADO), QUE INICIAMOS AS NOSSAS APRESENTAÇÕES.
AUTOR: Assis Coimbra. (Engatinhante na arte da vida e do cordel).
_____________________________
NARRADOES E CORDEL
É nosso nome popular,
Passam dias passam meses
Nossa arte é "CORDELAR".
*
Você que não conhecia
Hoje aqui vai conhecer.
O que nós dos NARRADORES
Temos pra lhe oferecer.
*
Pedimos para vocês
Que prestem muita atenção,
Na rima que o cordel tem
Sua metrificação.
*
Cordel é literatura
Que veio lá de Portugal,
E aportou na Bahia
No tempo colonial.
*
E logo foi bem aceito
Pelo povo do lugar,
E também por sul e norte
Com seu verso popular.
*
O cordel fala de tudo
Que se possa imaginar,
Fala até de Lampião
O conto mais popular.
*
E de Maria bonita
A mulher de Lampião,
E também de “Padim Ciço”
De sobrenome ROMÃO.
*
Ele fala de João Grilo
E de Pedro Malazartes,
De Matheus e de Chicó
Retratando suas “artes”.
*
Fala de muitos flagelos
De seca lá no sertão,
Fala de Mandacaru
Xique-Xique e Cansanção.
*
Fala de peste e guerra
Que causa devastação,
E não esquece tsunames
Causando destruição.
*
De Pavão misterioso
Que voa longas jornadas,
E famintos retirantes
Vagando pelas estradas.
*
Fala da mulher rendeira
Fiando seu algodão,
De vaqueiro e vaquejada
Nos dias de apartação.
*
Retrata muitas histórias
De princesas encantadas,
E também de feias bruxas
Que se transformam em fadas.
*
O poeta cordelista
Escreve de tudo um pouco,
Seja ele um erudito
Ou até mesmo um “CABÔCO”
*
Vou pedir para vocês
Que depois peguem papel,
E quando chegarem em casa
Escrevam nele um cordel.
*
Por enquanto fique aqui
Assistindo os NARRADORES,
Que na vida são brincantes
E nas artes TROVADORES.

Autor: Assis Coimbra. Todos os direitos reservados.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Eu vou mandar construir...?



Imagem extraída do Google.

Eu vou mandar construir
Cadeia para corrupto,
Pois pra mim é um insulto
Essa laia progredir.
E de lá só vão sair
Para o “roubo” devolver.
Depois eu torno prender,
Esse bando de safado,
Que muito já tem roubado,
FAÇA IGUAL QUE EU QUERO VER.


Assis Coimbra. Abraços "CORDELADOS".