sexta-feira, 28 de outubro de 2011
PROVÉRBIOS
sábado, 15 de outubro de 2011
UM PORRE DE POESIA.

Eu já tomei com Camões,
“Me embriaguei” com Drummond,
Poeta das multidões.
Também bebi com Orfeu,
E o drinque que ele me deu,
De versos tinha milhões.
Eu quero tomar um gole
Da bebida poesia,
Pra poder escrever versos,
Pra meu amor todo dia.
E depois de embriagado,
Com ela vôo de lado,
Pra junto da estrela guia.
Fernando Pessoa só,
Vivia cambaleando.
Pois doses de poesia,
Deixavam-lhe “variando”.
Mas mesmo com tal loucura,
Ele inspirou com ternura,
Aquele que faz mestrando.
Um porre de poesias
Vi Jorge Amado tomar,
Abraçado com Gattai,
Os dois bebiam sem parar.
Vi Vinicius de Moraes,
Até a Guiomar Novaes,
Num sarau se embriagar.
Um porre de poesias
Guimarães Rosa tomou,
Para escrever Sagarana
Que muitos contos narrou.
Entre eles Sarapalha
Drama, bonito e sem falha
Que o teatro consagrou.
Baco transformou uvas
Em vinhos com poesias,
E o povo comemorou
Bebendo todos os dias.
Assim fizeram cortejos,
Com farra, sexos e beijos,
Nas mais profanas orgias.
Assis Coimbra. Todos direitos reservados.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
LIVRO ABERTO.

O ano de 2012
domingo, 9 de outubro de 2011
OS NARRADORES DE CORDEL no evento CUT CIDADÃ.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
O PODER QUE A BUNDA TEM (Não é pornografia
Amigos (as), aqui vai um cordel (ou poema) em linguagem matuta.
“Quarquer errin” na vernácula “mi discurpe”.
Tema: Jocoso e critica social.
Cumpade vou lhe contá
É fato mais qui provado,
Fiquei pensando um bucado
Mode dispois lhe falá.
Ninguém pode cumpará,
Com sentavo ou com vintén.
Nem cum mi nota de cem,
A um trasêro cubiçado.
POR ISSO É QUE TÁ PROVADO,
O PODER QUE A BUNDA TEM.
É que nas mias andança
Em cidade e puvuado,
Fiquei mei abestaiado
Ao oiar muitha fartança.
Pois ao vê muitha abundança
Quasi inté me dá um trem.
Oiano muié que tem
Um bumbum aribitado.
POR ISSO É QUE TÁ PROVADO,
O PODER QUE A BUNDA TEM.
Óio na tilivisão
Muié de tudo que jeitho,
Cun corpão todo peifeitho
Vendeno moto e carrão.
Abisorvente e loção
Mostrano as curvas que tem,
E rebolano vão e vem
Cum vistido bem grudado.
POR ISSO É QUE TÁ PROVADO,
O PODER QUE A BUNDA TEM.
Vejo que arguma dela
Usa um tá de silicone,
Mode parecê um clone
Iguá muié de novela.
Inda aumentão os peitin dela
Pois é assim que cunvém
Dispois dis que é atriz tumém
E tá pronta pru mercado.
POR ISSO É QUE TÁ PROVADO,
O PODER QUE A BUNDA TEM.
Meu bom amigo Mané
Fico inté mi preguntano,
Cuma a coisa tá ficano
Em Deus vão perdê a fé.
Pois não demora em café
Na sua inbalagem vem,
Muié cem roupa tumêm
Prá mió ser disgustado.
POR ISSO É QUE TÁ PROVADO,
O PODER QUE A BUNDA TEM.
Mote e glosa: Assis Coimbra
Todos direitos reservados
domingo, 4 de setembro de 2011
PERFIDIA. Mote e Glosa: Assis Coimbra. Leia e veja se conhece alguém assism.
Tem gente se precisar
Apela pra Ferrabraz
Se vende pra Satanás
Até sua alma lhe dar.
Somente para alcançar
Riqueza, iate e festim,
E bens pra nunca ter fim
Ser em tudo “IMPERADOR”.
E TAMBÉM UM TRAIDOR,
QUE É PIOR DO QUE CAIM.
Conheço muito sujeito
Que para subir na vida,
Torna-se até homicida
Para poder ser eleito,
Pra “VEREANÇA” ou prefeito,
Em qualquer um dará fim,
Pra embolsar muito FLORIM
Vira cruel matador,
E TAMBÉM UM TRAIDOR,
QUE É PIOR DO QUE CAIM.
Eu lhe digo e é verdade
Tem gente que é sorrateiro,
E também muito matreiro
Que demonstra só bondade.
Tal figura de um Abade,
Chega sorrindo pra mim,
“Pra depois me dar um fim”,
Sendo infiel sedutor.
E TAMBÉM UM TRAIDOR,
QUE É PIOR DO QUE CAIM
Amigo tome cuidado
Com juras de amizade,
Pois às vezes a falsidade
Está num gesto falado,
Aqui lhe deixo alertado
Dizendo nos meus "VERSIN”
Que "GENTE" que age assim
Às vezes é bajulador
E TAMBÉM UM TRAIDOE,
QUE É PIOR DO QUE CAIM.
Tem outro que puxa o saco
Do seu chefe o dia inteiro,
E é de janeiro a janeiro
Se transformando em “COSSACO”,
E também em um velhaco
Que só quer um trampolim.
Que pra ter o que está afim,
É mais que bajulador,
E TAMBÉM UM TRAIDOR,
QUE É PIOR DO QUE CAIM.
Tem também o dedo duro
Que finge que é companheiro,
Mas não passa de coiteiro
Um verdadeiro perjuro.
Gente assim eu desconjuro
Não quero perto de mim.
Se eu pudesse dava um “Fim”,
Pois é vil acoitador
E TAMBÉM UM TRAIDOR,
QUE É PIOR DO QUE CAIM.
Assis Coimbra. Todos direitos reservados.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
OS NARRADORES DE CORDEL NA ESCOLA BARÃO DE MAUÁ
domingo, 21 de agosto de 2011
O TABACO CURADOR.
O TABACO CURADOR.
Eu vou contar pra vocês
Sem precisar de alarido,
Uma história verdadeira
Pois é fato acontecido.
Da mulher que deu o tabaco
Sem permissão do marido.
Ela sempre dava um jeito
Guardando dentro dum frasco,
Casca de angico, mastruz
Pra curar doente fraco.
Mas seu melhor remédio,
Estava no seu tabaco.
No povoado existia
Uma velha benzedeira,
Sarava febre terçã
Curava até lombrigueira,
Mas quando não conseguia,
Chamavam dona Pereira.
Dona Maria Pereira
Tinha o remédio correto,
Receitava garrafada
Que matava até inseto.
Mas quando isso não servia
O seu tabaco dava certo.
Tinha homem que fingia
Está com dor na espinhela,
Que a doença adquiriu
Levantado uma gamela.
Mentia somente para
Cheirar o tabaco dela.
Quando ela ia passear
Era grande o alarido,
Tinha gente que gritava
E por todos era ouvido.
“É essa que dá o tabaco”
“Na frente do seu marido”.
O marido de tanto ver
O que a sua mulher fazia,
Um dia disse para ela
-Me faça um favor Maria:
Pare de dar seu tabaco
Pelo menos por um dia!
Ela disse:- não se meta
Com aquilo que não é seu,
Pois eu dou pra qualquer um
É só dizer que adoeceu,
Que eu curo na mesma hora,
Dando o tabaco que é meu.
Às vezes formava fila
Que dobrava quarteirão,
Tinha cabra que dizia:
-Hoje daqui saio não.
Se eu não cheirar o tabaco
Pelo menos passo a mão.
Orgulhosa do produto
Que curava até sezão,
Dona Maria ficava
Sentada a disposição.
Para mostrar o tabaco
Que curava multidão.
Em sua casa chegou
Um repórter de Tv.
Dona Maria abriu a porta
E ele disse:- Quer saber?
Eu vou filmar seu tabaco
Para todo mundo ver (...)
Assis coimbra